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O Perspectivo duma Estrangeira

By Adaír Necalli

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Meu nome e Adaír Necalli. Eu nasci no México (meu primeiro idioma é o espanhol) e mudei aos Estados Unidos quando tinha cinco anos de idade, e agora sou cidadão Americana. No México, eu estudei em uma pré-escola privada onde aprendi a ler e escrever em Espanhol. Eu pude frequentar essa escola porque quando nós morávamos lá, meu pai era um professor de matemática e minha mãe tinha uma loja de materiais escolares na mesma escola onde meu pai ensinava matemática. Nós tínhamos recursos suficientes para a escola. Mas, quando nós nos mudamos aos Estados Unidos, a educação de meus pais já não era válida e eles não eram muito fluentes em inglês.

Felizmente, minha madrinha já morava na cidade de Las Vegas (sim, a famosa Las Vegas), no estado de Nevada, e meus pais queriam morar perto dela. No estado de Nevada, 20% das pessoas nasceram em outro país. Lá, existem muitas oportunidades para aprender inglês, em comparação a outros estados. Por muito tempo, meu pai lavava pratos enquanto minha mãe fazia aulas de inglês. Agora, meu pai trabalha mantendo um hotel e minha mãe é cozinheira numa escola primária.

Eu não venho de uma família rica. Por essa razão, ocasionalmente me sinto muito diferente de meus colegas de escola na Duke, mais me sinto segura em minha habilidade de ser bem-sucedida como eles. Eu estudo linguística, com enfoque em espanhol, português e nahuatl. Eu espero adicionar francês no futuro, porque o falo um pouquinho, e quero aprender o alemão também.

Minha história educacional é um pouco complicada e não foi o normal das pessoas em geral. Desde meu começo na pré-escola no México, e incluindo a Duke, eu estudei em nove escolas: uma pré-escola, três escolas primárias (da primeira à quinta série), uma escola de ensino fundamental (da sexta à oitava série), três colégios (da nona à décima segunda série), e uma universidade. Porque eu tive esta experiência, eu acho que entendo a educação dos Estados Unidos muito bem. Tem vantagens e desvantagens, como todos os países. Nós temos uma educação da universidade ótima, mais nossa educação fundamental e média precisa de muitas reformas. Somente 2% das pessoas nos Estados Unidos são analfabetos, e 81% das pessoas se graduam do ensino médio (o “high school” em inglês), mais o processo de entrar nas universidades é demasiado rigoroso e complicado para os alunos do país (eu não sei o processo para estudantes estrangeiros que estudam nos Estados Unidos). Apesar de que somos um país educado, a maioria da gente acha que aprendeu coisas mais úteis depois da escola que durante a escola.

Em meu caso, eu trabalhe muito duro para ter a educação que eu queria. Meu primeiro colégio foi um colégio “magnet” chamada “Valley High School.” Uma escola “magnet” é uma escola semiprivada que prepara os estudantes para uma carreira específica. Até esse momento, meus professores sempre me disseram que eu podia fazer tudo, mas nessa escola eu encontrei meus limites acadêmicos; morávamos demasiado longe da escola, e não podia dormir o suficiente ou ajudar a minha família. Depois de um ano, mudei a uma escola pública mais perto da minha casa. Lá, a educação não foi suficientemente rigorosa, então escolhi outra escola semiprivada, tipo “charter,” que teve financiamento adicional do estado e era perto ao trabalho da minha mãe. Esta escola deixa que os estudantes façam aulas numa universidade; o governo do estado paga pelas aulas, e os pais pagam pelos livros e materiais. Esta foi a escola que me ajudou a entrar na Duke.

Meu único irmão teve uma experiência muito diferente da minha. Os professores dele não lhe davam atenção, e ele não gostava da escola. Ele adora aprender, mas não gosta de ter que aprender em um estilo não natural para ele. Tentou de estudar em uma universidade pública, mas igualmente não deu certo. Depois, tentou de estudar em uma “universidade da comunidade” (community college), mas sua namorada ficou grávida, e não pôde obter seu diploma. Agora, ele está fazendo aulas de noite em uma “universidade da comunidade” para obter uma educação professional em informática. Ele tem sorte porque nossos pais nos ajudam financeiramente um pouquinho, mais nenhum de nós teve ajuda deles no processo de inscrição para as universidades. Isso é muito comum com filhos de pais que nunca estudaram nos Estados Unidos: os filhos podem ir à universidade, mas não sabem como o fazer. Se não fosse pela ação afirmativa, eu não acho que eu teria passado para a Duke; minhas circunstâncias educacionais não foram o ideal para uma universidade como Duke. Mas, porque esse sistema existe, agora eu posso comprovar e demonstrar que mereço minha posição na minha universidade.

O país dos Estados Unidos não é perfeito. Nós podemos aprender muito com outros países como o Brasil, especialmente no assunto da inclusão da gente pobre ou desfavorecidas no orçamento nacional. Contudo, eu estou agradecida por este país porque suas universidades recompensam a perseverança e o trabalho duro, e levam em conta as circunstâncias raciais, sociais, e financeiras quando consideram suas notas e resultados nos exames. Por esse entendimento, eu posso estudar o que eu adoro numa universidade respeitada, mesmo tendo dormido em um sofá quando minha família chegou nos Estados Unidos.


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