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A árvore da educação

por Jessica Lee

“A primeira geração planta a árvore, e a próxima geração desfruta da sombra.” É um provérbio chinês que descreve bem as vidas da minha família. Meu nome é Jessica, e eu vou começar meu último ano na Universidade Duke este outono. Comecei jogar capoeira no colégio e comecei estudar língua portuguesa na Duke. Depois de meu primeiro ano na universidade, visitei o Brasil, especificamente Rio de Janeiro e Belém do Para, com Duke in Brazil, um programa de estudar no estrangeiro, durante quatro semanas no verão (o inverno brasileiro). Toco o clarinete na Banda Marcial da Duke; executamos a música e formações de marcha durante os jogos de futebol americano e basquete. Eu gosto muito de escrever, especificamente novelas da ficcão e fantasia, e sou determinada publicar um livro. Também gosto de cozer no forno; meus amigos na universidade adoram meu pão de queijo, e meu grupo da capoeira sempre exige meu bolo de três leites.

Ter todas destas oportunidades estudar, viajar e perseguir meus interesses é ser muito abençoada. Eu não teria estas oportunidades se meus pais e meus avôs não pavimentassem o caminho para mim e meu irmão por obtendo seus ensinos superiores. Meu avô materno cresceu em Xangai e frequentou a Universidade de St. John, onde estudou língua inglesa. Estava com os estudos pela metade quando ele e alguns amigos espontaneamente embarcaram em um barco para passear em uma pequena ilha obscura chamada Taiwan. Foi um dos últimos navios que deixaram a China antes do Partido Comunista fechar as fronteiras; meu avô não voltou para a China para mais de sessenta anos, e ele nunca mais encontrou a família dele. Literalmente meu avô, que tinha vinte e um anos de idade, só tinha as roupas do corpo, mas ganhou a vida usando suas habilidades excepcionais em língua inglesa para trabalho de tradução. As habilidades em linguagem que ele possuía eram tão grandes que anos depois, ele e minha avó, recém-casados, velejaram para a Argentina como parte da embaixada de Taiwan. Descobrimos depois da morte dele em 2014 que uma vez ele foi entrevistado para um livro por causa de suas habilidades em língua inglesa, mas por humildade, ele nunca contou a ninguém sobre isso durante os 86 anos da vida dele.

A educação do meu avô ajudou minha mãe. Aulas de inglês não foram muito boas quando era foi uma criança, mas as habilidades do meu avô garantiram que ela sobressaiu. Minha mãe diligentemente trabalhou na escola, assim pelos testes ela ganhou uma posição no primeiro colégio em Taipei, então ela ganhou uma posição na primeira universidade em Taiwan, a Universidade Nacional de Taiwan, onde estudou a língua inglês e conheceu meu pai. Então vieram aos Estados Unidos para cursar o mestrado: meu pai frequentou a Escola de Negócios de Wharton da Universidade de Pennsylvania, e minha mãe frequentou a Drexel Universidade, onde cursou a Administração de Empresas. Estas educações permitiram meus pais trabalhar em São Francisco, California, onde eu nasci.

Quando éramos crianças, houve a suposição que meu irmão e eu não só frequentaríamos uma universidade mas também cursaríamos uma pós-graduação, como nossos pais. Sou muito abençoada por ter crescido em uma família que preza fortemente a educação, e minha infância foi repleta de aulas e tutores extracurriculares—acadêmicos, musicais, e outros. Antes da universidade, o colégio público em que estudei no estado de Maryland estava classificado frequentemente entre as cem melhores escolas nos Estados Unidos, como evidenciado pelas muitas aulas avançadas que são oferecidas e os muitos alunos que se matriculam em universidades eminentes. A competição acadêmica era intensa, e era esperado que quase todos os estudantes fossem admitidos em uma universidade depois da graduação. Cada primavera têm mais de quinhentos estudantes que graduam, um número típico para meu distrito, e quase todos destes começam a universidade o próximo outono. A maioria dos estudantes são da classe média ou superior, porque a população local é bastante próspera; a área é perto de Washington, D.C., assim muitas pessoas trabalham para o governo ou têm carreiras profissionais. Por causa da prosperidade da comunidade, muitos estudantes podem ter aulas extras e tutores de acadêmicos e testes padronizados para prepará-los para os pedidos das universidades.

Hoje, meu irmão, que estudou língua japonesa na Universidade do Maryland-College Park, trabalha como um professor de língua inglesa no Japão, e eu, recém-chegada de Roma, Italia onde estudei por um semestre, estou prestes a terminar meu curso de graduação na Duke enquanto planejo dar continuidade a minha formação acadêmica. Eu estudo Estudos Clássicos, Psicologia, e Estudos dos Mercados e Administração. Começei gostar da mitologia grega quando eu fui muito jovem, e fiquei interessada nas histórias, línguas e culturas antigas, assim escolhi estudar os Estudos Clássicos por causa do meu interesse, também por causa das habilidades que Estudos Clássicos cultivam: escrita, pensamento crítico, pesquisa e análise. Estas habilidades são importantes para meu futuro na escola de direito e como uma advogada. Meu foco é Estudos Clássicos, mas também estudo Psicologia porque inicialmente eu quis que meu foco fosse Psicologia quando entrei na universidade. Também trabalho para uma certidão nos Estudos dos Mercados e Administração porque meus pais trabalham em negócio e finança, assim entendo a importância destes assuntos.

O ensino superior permitiu que meu avô adquirisse saberes cruciais para a sua sobrevivência. O ensino superior permitiu que meus pais imigrassem aos Estados Unidos e prosperassem. O ensino superior permitiu que meu irmão realizasse o sonho dele de viver no Japão. E o ensino superior me permite que eu trabalhasse para muitos dos meus objetivos acadêmicos, profissionais, e pessoais, incluindo aprender língua portuguesa e visitar o Brasil pela segunda vez este verão. Para toda a minha vida, frequentar a universidade sempre parecía ser algo certo: independente do que acontecesse, eu iria me matricular em alguma universidade. Entretanto eu sei que isso não é a situação de muitas pessoas no mundo. Conhecendo como o ensino superior era essencial para a prosperidade da minha família, como um membro deste grupo de Bass Connections, espero que eu ajude ao menos uma pessoa obter as mesmas oportunidades. Como minha família demonstrou, uma boa educação tem o poder para mudar vidas para o melhor por várias gerações—mas primeiro, alguém deve plantar a árvore para os próximos.


Jessica Lee is a junior Classical Civilization major. She has been training in capoeira for four years, and started the student LeeJessica_Photogroup Capoeira Crazies. After studying Portuguese at Duke, Lee participated in Duke in Brazil in 2014, during which she visited NGOs in Rio focused on helping the socio-economically disadvantaged, particularly youth. Jessica’s experience during DiB deepened her interest in Brazilian socio-economic issues, especially those concerning education; one NGO that resonated with her offered capoeira classes to children in favelas, provided that they attended school. As a member of this team, she will contribute to the long-term solution this project is striving to achieve for socio-economic and educational issues similar to those she encountered two years ago.

 


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